quinta-feira, 19 de janeiro de 2012




VADA A BORDO!

(VOLTA A BORDO!)


Cada vez mais traço um paralelo entre  cada pessoa e um navio. Vários modelos: uns são pequenos, outros grandes, outros imensos, uns luxuosos, outros pobrezinhos, uns são super seguros, outros contam com a sorte (?). Cada um de nós é um navio, ou um barco, ou um bote. É fundamental a perícia e a habilidade do capitão, que somos nós mesmos, ou deveríamos ser... Muitas pessoas entregam o timão para outro, não querem dirigir suas vidas. Deixam-se conduzir. A vida é como um imenso oceano há momentos de sol, céu azul e calmaria, há momentos de escuridão, tempestade, grandes ondas comandam a direção e o rumo da nossa embarcação, às vezes encalhamos, às vezes batemos em rochas e pedras, quebramos. Uns navegam em pequenos rios congestionados,outros em pequenos riachos, outros no oceano. Na verdade o grande mar, o grande oceano é que de fato é a Vida, e embora possamos eventualmente tentar controlar a nossa vida (nosso barco), não temos poder algum sobre a Vida. Não adianta o tamanho e a imponência do nosso barco, as ondas e tempestades, os maremotos, não respeitam isso. Não há como controlar. Podemos sim nos prepararmos, estudar, pesquisar, tentar compreender o mar(a vida), mas imprevistos acontecem. Analisando a postura de um grande comandante ou um velho e experiente marinheiro observamos que o primeiro tem informações precisas sobre rotas, clima, o segundo tem a vivência, a experiência adquirida em anos de prática no mar (na vida), durante a tempestade tocam o barco devagar, procuram refúgio seguro, não brigam com o mar, não brigam com as imensas e violentas ondas, ao contrário procuram se afastar e deixar passar essa fúria incontrolável, sabem que tudo passa. Muitas pessoas abandonam o barco, fogem de suas responsabilidades, desistem, e pior às vezes abandonam no barco outras pessoas. Não estou pregando aqui que quando estamos sozinhos no barco devemos afundar com ele, não!Há momentos em que não resta outra alternativa, temos que deixar para trás e recomeçar.Mas por favor é fundamental saber nadar, ou pelo menos ter um colete ou uma bóia! Refiro-me aquelas situações em que abandonamos o barco por qualquer razão, por qualquer motivo mais denso ou aparentemente mais complicado. Pior quando abandonamos o barco e deixamos para traz pessoas que dependem do nosso amor, do nosso afeto, nosso carinho, nosso suporte, abandonamos a família, abandonamos amigos, pensando de forma egoísta e covarde apenas querendo  salvar a própria pele. Alguns morrem, se afogam na solidão, no remorso. Outros procuram uma ilha segura, e lá permanecem,... ilhados.Como está o seu barco? Vive a deriva pela vida?É um navio pirata, saqueando corações fragéis?É um navio de guerra em eterno conflito, atirando para todo lado? É um barco de turismo, vive passeando pela vida? Qual é seu barco? Então seja para quem for, a frase do capitão italiano no incidente com o transatlântico, tem uma sabedoria profunda, para refletir, e que todos aqueles que abandonaram o seu barco (a sua vida) sigam imediatamente a ordem:
- Vada a bordo! Volte para bordo e assuma a direção da sua vida!

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