sábado, 17 de dezembro de 2011

UM BRINDE!

























UM BRINDE!


Pela vinda futura de um mundo de Paz!
Que não se iludam os poetas, os palhaços, os profetas, tudo passa com pressa quando chegamos a uma certa idade, tudo escorre tão rápido das nossas mãos que não conseguimos segurar. Como gostaríamos de eternizar certos momentos, como gostaríamos de repetir façanhas, mas o trânsito da vida não engarrafa, não há farol, e mesmo que por ventura exista, não os vemos, sempre passamos, verde ou vermelho, pouco importa, vamos acelerados correndo muitas vezes sem saber para onde. É às vezes nos arrebentamos, outras arrebentamos os outros, e entre mortos e feridos prosseguimos como zumbis esfomeados atrás de sucesso, dinheiro, fama. A mesma luz que clareia também incendeia, e que não se iludam as donzelas enfeitiçadas, os príncipes disfarçados, os lobos da planície coberta pelos grandes edifícios, ninguém chora a nossa dor. E contudo, nem ranger de dentes, nem o rosnado rouco e profundo, nem as profundezas do mundo, podem ti fazer tremer. Nem a fúria dos ventos, nem o lamento chorado, agudo, que quebra taças de cristal e estoura as janelas envidraçadas da madrugada, podem ti fazer recuar. Nem o fogo que cospe o vulcão, nem o raio, nem o trovão, nem a mentira, nem o ódio e a raiva, podem ti fazer desistir. Se de fato tiveres amor dentro de ti, um amor pela vida, pela humanidade, pela natureza. Nenhuma força é maior do que a força do amor. Aquele amor verdadeiro, aquele do qual Paulo falou tão bem. Então um brinde aqueles que por amor recolhem crianças da rua, aqueles que salvam vidas porque amam a vida, aqueles que se aventuram pela África, pelo Oriente Médio, em missões de humanidade, um brinde aqueles que pelos morros e favelas levam esperança e alegria, um brinde aqueles que arriscam a sua vida pela dos outros, um brinde aqueles que de graça defendem inocentes, um brinde aqueles que levam conforto e dignidade aos idosos abandonados, um brinde aqueles que não conhecem a palavra preconceito, um brinde aqueles que estendem a mão para os que o mundo esqueceu, um brinde aqueles que carregam verdadeiramente a justiça e a honestidade em seus corações, um brinde a todos os salvadores de almas, sobretudo os incógnitos, os anônimos, cuja recompensa maior é sua paz interior, manifesta na imensa aura de felicidade que os acompanha e que compartilham.
Um brinde a você que me lê!


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