quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017



Resiliência   
 por Pedro Luiz Zacariotti/ 02/2017.-
       É a capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com elas. É ter a mente flexível e o pensamento otimista, com metas claras e a certeza de que tudo passa.”
        Um imã serve para demonstrar muito claramente o que acontece quando nós, seres humanos, por uma forte atração, uma forte aderência, através do nosso campo magnético, damos permissão para que energias ruins se grudem em nossa mente. O imã através do seu campo magnético e da sua polaridade norte e sul atrai uma variada gama de metais, sobretudo o ferro. Uma força magnética poderosa puxa o metal e nele se adere firmemente. Mas o imã não adere no plástico, no tecido e em uma série de outros materiais, ele só adere quando encontra um campo magnético propício e correspondente para a atração.
        Pois bem, assim também ocorre com nossos sentimentos, pensamentos e emoções. Quando encontra um ambiente favorável, uma boa ou uma má energia aderem em nosso cérebro, e lá se instalam causando uma série de inconveniências, que vão desde simples desconfortos momentâneos até casos de grande gravidade que afetam terrivelmente a nossa vida e a nossa saúde. Essa atração se dá em virtude de uma abertura, um convite, uma grande importância, para que determinada energia manifestada pela nossa emoção, pelo nosso pensamento, atraia similares manifestações.
        Fala-se que o imã não gruda na madeira, e podemos com certeza afirmar que também uma energia negativa não pega em quem está blindado, vigilante, atento(a), para não dar vazão a pensamentos e sentimentos ruins.      A força magnética das nossas fraquezas e nossos “defeitos” é poderoso instrumento para que energias negativas, de pessimismo, de medo, de pânico, etc. rapidamente se instalem em nossa mente. Somos bombardeados diariamente por uma série de acontecimentos, notícias, fatos, imprevistos, que podem abalar nosso equilíbrio. Não existe nenhuma forma de combate a tudo isso, a não ser nosso treinamento, nosso firme propósito, nossa determinação, nossa negação plena em recusar tais distorções dentro da nossa mente.
        Somos seres emocionais, mas temos que obrigatoriamente sermos mais racionais, mais frios, mais contidos, com nossa forma de absorver tais situações. Nossa persistência é frágil, fruto cultural, fruto de nossas crenças mais ferrenhas. É que não temos escolha, ou resistimos ou padecemos. Resistir, não aceitar, se abater, buscar uma força interior de coragem, trocar a imagem, mudar a sintonia, buscar boas lembranças, bons pensamentos de felicidade, de coisas de nos deixaram felizes, é um bom remédio para rechaçar a negatividade. Mas, sobretudo a grande sacada é “não dar importância”, seja lá o que for, aconteça o que acontecer, com responsabilidade sempre, mas “não ligar”, não se abater, porque se aconteceu é porque tinha que acontecer, e sempre a grande razão é: uma lição, para provocar uma mudança, para que descruzemos os braços, para tomar uma atitude, ou seja, é uma espécie de “puxão de orelha”, uma sacudida para que acordemos, é um estímulo (as vezes não precisava ser tão duro...)para fazermos novas escolhas, mudar nosso pensamento, enfim, sempre tem uma causa que deve ser olhada apenas como um aviso, um alerta. Cabe a cada um reagir, não com ódio ou raiva, mas com a compreensão de que algo precisa mudar, sempre para nosso bem , sempre para melhor. Temos que ser resilientes, aprender, ter flexibilidade e otimismo, porque de fato tudo passa.

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