quarta-feira, 6 de julho de 2011

FOLGO EM SABER!


FOLGO EM SABER!


Folgo em saber, por incrível que pareça, que neste país do carnaval, tem gente comendo pardal para sobreviver. Folgo em saber que a verdadeira verdade, quando se trata da classe política neste adorável país, sempre é mascarada, maquiada, manipulada. É, folgo em saber que se misturam ao mesmo saco, bandidos, policiais, religiosos, políticos e empresários, porque não há mérito, nem história boa onde o dinheiro e o jeitinho seguem a velha trajetória. Folgo em saber que os hospitais e escolas estão em petição de miséria, mas a falta de ética com cara séria aparece na TV e só fala das "obras placebo", e percebo discreto que um nariz redondo e vermelho insiste em querer grudar na nossa face, se não ele, grandes e pontudas orelhas peludas querem nos colocar. Folgo em saber, mas não!, recuso qualquer um desses adereços, pois se todo homem tem seu preço, não estou a altura de uma dessas figuras repugnantes e toscas, que fantasiados de governistas , acham que são artistas de um circo de favores. Não sou o boneco, sou o ventríloquo, não sou o degrau, sou a escada, sou impermeável, inoxidável, e se dessa vida não se leva nada, não há com que se preocupar. Folgo em saber que no fim tudo acaba em pizza, dentro e fora do palácio, nos ministérios campeia o sagrado mistério: como fazer para resgatar anos de ostracismo, cheios de mágoa, vingança, revolta, eles só pensam em comemorar aquele ideal que sempre defenderam: encher o bolso sem trabalhar, mentir, mentir, enganar. E folgo em saber que hoje posam como ícones da ética, e muito embora entre caros vestidos e tailleurs, ternos bem cortados, os pés permanecem enlameados, embora vistam peles de cordeiro, por baixo e de fato os caninos ensangüentados mostram quem de fato são. E vorazes se arvoram em paladinos da dignidade e da justiça, e atiram sempre uma isca, um engodo, que pode seduzir milhões de pequenos peixinhos, porem a mim não conseguem enganar, posto que sou um velho "lobo" do mar.